A divulgação de salários tem sido um tabu nas empresas desde muito tempo. Embora o valor do salário (e da remuneração) seja um fator atrativo óbvio para candidatos a uma vaga, também é fato que a estratégia de atração de algumas empresas, até por questões econômicas, não pode se restringir ao valor a ser pago a um profissional.
Surpreendentemente, ainda há muitas empresas, grandes, médias e pequenas, que não adotam um Plano de Cargos & Salários. Isso faz com que as decisões sobre salários nem sempre tenham um respaldo claro, em que muitas delas, ao abrir uma vaga, não atentem para a isonomia salarial que deve prevalecer internamente. Em outras palavras, corre-se o risco de oferecer a um candidato um salário que conflita com o que é pago a funcionários com o mesmo cargo – podendo acarretar em um potencial passivo trabalhista.
A obrigatoriedade em divulgar salários de vagas a emprego, por mais que isso possa colaborar com a transparência nas relações de trabalho, vem carregada de ingenuidade. É fato que a contratação de profissionais em determinadas posições tem, em si, um componente crítico à estratégia competitiva de uma empresa.
Revelar o salário de contratação, por benéfico que pareça aos candidatos, é expor a empresa desnecessariamente. Num período de retomada da economia pós-pandemia e de diminuição gradual dos índices de desemprego, esta proposta, se prosperar, terá efeito contrário: será um “balde de água fria” nas empresas, sobretudo pequenas, que lutam para se mostrar atrativas para contratar os profissionais que precisam – carregando a alta carga de encargos sociais que isso enseja. Ao invés de ajudar candidatos esperançosos por uma contratação, será mais um fator dificultador.
E aí, qual a posição do deputado federal que você ajudou a eleger sobre isso?





Deixe um comentário